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Blog 19.05.2022

Soluções: saiba mais sobre a unidade especializada em atender projetos

Carbono, inox e conexões, estas são apenas algumas das unidades de negócios que compõem o Grupo Açotubo e atuam na disponibilização de serviços e produtos a diferentes segmentos do mercado, da indústria automotiva ao setor hospitalar; o funcionamento dos setores já foram apresentadas neste espaço.

Agora, conheça a rotina da área de Soluções e veja como ela também é importante em vários ramos de atuação, com serviços de corte a laser, usinagem, dobra CNC, entre outros, na conversa abaixo com o Líder de Produção, Valdenilson Batista dos Santos, que completará, em 2022, dez anos de Grupo, e o Supervisor de Planejamento de Controle de Produção (PCP), Rafael Nascimento Magalhães, próximo dos três anos de atuação. Veja:

  1. Como funciona a unidade de Soluções da Açotubo?

Rafael: Nós somos terceirizadores de corte a laser com formação, dobra e caldeiraria leve. Atendemos os clientes que tenham alguma necessidade em qualquer um desses processos, oferecendo soluções como, por exemplo, a área do agronegócio, com máquinas agrícolas, o segmento automobilístico, e outros setores que necessitam destes três serviços.

O procedimento, geralmente, consiste em: o cliente chega com um desenho do que precisa e o comercial faz o orçamento. Ao ser fechado o pedido, o mesmo vai para engenharia, que realiza a análise do desenho e verifica o que necessita ser feito. Então, compramos a matéria-prima e fazemos a manufatura, processamos o pedido e expedimos para o cliente.

Oferecemos, também, tratamentos da superfície ou térmico, como galvanização e pintura, de acordo com a necessidade do cliente. Nestes casos, além dos processos internos, enviamos para o beneficiamento externo (parceiros).  

  • Quando a operação envolve esses processos, como são feitos os cálculos de prazos?

Rafael: No próprio orçamento já estão descritas todas as operações que serão realizadas naquele pedido, incluindo também os prazos de cada uma, ou seja, o tempo total do procedimento. Então tudo já fica desenhado no documento que vai para a engenharia, que, por sua vez, incorpora estes itens (operações) na estrutura do produto. Isso gera uma ordem de fabricação, que eu envio para o setor de produção ou para fazer um beneficiamento. Em cima dessas informações, que vêm do comercial junto com a minha engenharia, temos os tempos dos processos e conseguimos ver se nossa demanda atende ou se teremos que aumentar um turno, fazer uma hora extra.  

Aqui a venda é 100% customizada, diferente das unidades de carbono e inox. O prazo precisa ser estudado, já que o produto entra de uma forma e sai de outra. A engenharia analisa o processo.

  • Quais setores costumam ter maior demanda de pedidos?

Rafael: Temos cinco clientes que são pilares e solicitam uma quantidade de produtos mensalmente. Atualmente, os nossos cortes e dobras são mesclados e atendem todos, mas a caldeiraria é dividida por cliente, porque envolve a particularidade de cada um, sem contar que se eu consigo ganhar know how de solda com determinado cliente, posso montar uma linha do serviço só para ele.

  • Com relação aos turnos, você mencionou que depende das características dos pedidos. Normalmente, em quais horários o setor funciona? 

Rafael: Nosso corte e dobra está com uma grande quantidade de serviços, então, trabalhamos em três turnos com todas as máquinas. Em termos de estrutura, contamos com quatro máquinas de laser que funcionam nos três períodos, inclusive aos sábados. Também temos quatro máquinas de dobras.

Na caldeiraria, não há necessidade de atendimento para todos os clientes. Trabalhamos com um cliente específico que é da área de energia solar e atuamos em dois turnos.

Valdenilson: Em termos de maquinários, nós temos uma Laser fibra, que é de última geração 6 mil Watts (W), top de linha no mercado e chegou em janeiro. Já tem outra, também do mesmo tipo, com previsão de chegada nos próximos dias, um investimento em torno de R$ 4,5 milhões. 

Temos duas máquinas Lazer de 3 mil W que cortam chapas de aço e alumínio na geometria e tolerância necessárias. O que sobra é vendido como sucata ou reaproveitado em outros processos.

  • Quantos colaboradores estão envolvidos nesta unidade?

Rafael: A unidade possui 90 colaboradores contando com a área administrativa.

São equipes dedicadas, por isso temos especialistas, por exemplo, em corte a laser, solda, caldeiraria.  É tudo muito bem organizado e todos com formação técnica na sua área de atuação.

Valdenilson: Importante também destacar que todos os que atuam na unidade de Soluções são capacitados para fazer a leitura dos desenhos técnicos enviados pelos clientes.

Rafael: Inclusive, a gente precisa entender muito bem o produto final do nosso cliente, onde será empregado ou agregado à solução, porque, às vezes, a própria engenharia avalia se a tolerância está adequada para a montagem de determinado pedido. Participamos também de uma análise crítica com a engenharia, a qualidade e o PCP para verificar se precisaremos de uma ferramenta ou solução nova para trabalhar o material de acordo com a solicitação do cliente.

  • Quantos colaboradores estão envolvidos na unidade de negócios de Soluções?

Valdenilson: O fato de contarmos com profissionais especializados e extremamente qualificados em todas as etapas do processo operacional, desde o início do orçamento, passando pelo comercial, engenharia, PCP e os setores de produção, confere maior segurança na entrega para o cliente. Nos momentos de se discutir um projeto, por exemplo, todos os setores conseguem propor o melhor formato e a solução mais adequada para produzir determinado material.

Além disso, atualmente estamos conseguindo fazer visitas externas com maior frequência. No caso de um cliente novo, disponibilizamos um colaborador, seja do comercial, do PCP ou da gerência ou algum representante da produção para ir até o cliente conhecer onde serão empregadas as peças encomendadas e o formato em que precisam ser fabricadas. 

  •  Quais conselhos vocês costumam dar para quem está iniciando a carreira setor?

Valdenilson: A minha dica é buscar sempre a especialização. Friso muito isso, principalmente, para os auxiliares quando chegam na empresa. Costumo dar muita ênfase à atuação deles, porque temos oportunidade de formá-los de acordo com os nossos critérios de produção e qualidade e, com isso, podemos construir planos de carreira mais sólidos e, até mesmo, em caso de reformulações, não haver nenhum tipo de impacto na rotina de trabalho.

Depois dessa entrevista, que tal conhecer o portfólio de soluções da Açotubo? Clique aqui e confira.

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