Por Ana Paula Sarmento – Diretora de Desenvolvimento Internacional e Inovação do Grupo Açotubo
Não é de hoje que a presença feminina em setores predominantemente masculinos tem avançado de forma organizada. Na indústria, por exemplo, temos visto ações como programas específicos para o desenvolvimento de carreira, processos seletivos mais equilibrados e mais mulheres ocupando cargos operacionais e de liderança.
Desde junho de 2025 estou morando nos EUA e pesquisando a dinâmica e as oportunidades do setor siderúrgico local, estudando o mercado, fazendo networking e prospecções de negócios para estruturar a expansão do Grupo Açotubo no país. Tenho verificado a consistência desse movimento. Trata-se de um passo estratégico para ampliar a internacionalização da empresa e que, ao mesmo tempo, reforça a importância de uma liderança plural na condução de projetos complexos.
Em meio a transformações estruturais e culturais, as mulheres vêm conquistando protagonismo e contribuindo para um ambiente mais diverso e inovador. Minha experiência como executiva dialoga com esse cenário em evolução, no qual as profissionais assumem posições de liderança e ajudam a redesenhar práticas e perspectivas dentro da indústria do aço. A minha presença no mercado internacional simboliza o olhar mais inclusivo das empresas no setor.
Essa análise também é evidenciada na trajetória de Judy Ferraro, consultora com décadas de atuação no mercado e que conheci recentemente. Ela é uma inspiração para quem atua no setor. Além de consultora, é escritora e atua como mentora, elementos que contribuem para uma abordagem mais humana e acessível em sua atuação. A executiva foi sócia de uma empresa de reciclagem de sucata por anos e tem uma jornada profissional marcada por desafios e conquistas.
O nosso encontro ocorreu na Association of Women in the Metal Industries, a AWMI (Associação das Mulheres da Indústria de Metal). Isso mesmo! Existe uma associação organizada, que tem papel fundamental na construção de um setor mais aberto e receptivo às mulheres. A organização promove networking e visibilidade, criando oportunidades concretas para o avanço feminino no setor.
Judy me disse que o fortalecimento dessas redes é essencial para acelerar mudanças culturais e garantir que mais mulheres possam não apenas ingressar, mas prosperar no segmento.
O nosso encontro, assim como com outras profissionais da indústria, evidencia um momento de inflexão no setor industrial, incluindo o mercado do aço. À medida que novas lideranças emergem e iniciativas de inclusão ganham força, o setor caminha para um futuro mais equilibrado, no qual diversidade e inovação se tornam pilares estratégicos para o crescimento sustentável.
É nisso que nós acreditamos!
Em breve trarei mais novidades do trabalho que temos desenvolvido por aqui.