Por Bruno Bassi, CEO do Grupo Açotubo
A cada início de ano é comum executivos comentarem sobre as perspectivas de suas áreas de atuação para os próximos doze meses. Muitas vezes, a dinâmica da economia e das relações entre os países sinaliza mudanças de rumo, cautela e também novas oportunidades. O mercado é assim.
Para quem atua no setor siderúrgico, os desafios têm sido enormes nos últimos anos, o que tem exigido tomadas de decisões estratégicas ainda mais assertivas para a manutenção do crescimento sustentável dos negócios, do engajamento dos colaboradores e da satisfação de clientes.
Ao que tudo indica, este será mais um ano desafiador, com sinalizações positivas. A taxa Selic, por exemplo, deverá cair nos próximos ciclos, gerando uma atividade econômica melhor do ponto de vista de demanda.
Sobre quais setores devem impulsionar a distribuição de aço, não deverá haver muitas mudanças em relação aos movimentos do ano passado, porque se tratam de projetos com Capex de longo prazo.
Sendo assim, Papel e Celulose devem continuar em alta neste ano; Naval e Óleo & Gás tendem a avançar; Automotivo deve andar de lado, mostrando certa estabilidade; e o Agro — considerando o segmento de máquinas e equipamentos — ainda não está no seu maior potencial e pode apresentar evolução.
Nesse cenário, a Açotubo projeta crescimento na ordem de 11%, considerando o resultado do ano passado (volume processado e consolidado). O índice é obtido a partir de uma composição interna e do entendimento de que será um ano positivo para o aço na questão de demanda em geral.
Para alcançar a meta, algumas mudanças já estão em andamento desde o início do ano. Uma delas foi o estabelecimento, recente, da unificação dos CNPJs das divisões da empresa para proporcionar maior clareza ao mercado.
Dessa forma, houve a redução de cinco para três CNPJs: o Açotubo – Soluções em Aços, que congrega a distribuição, onde está a grande base de clientes (carbono, inox, conexões); o Açotubo – Soluções Integradas, que é a indústria, onde o aço é processado para o desenvolvimento de peças seriadas para clientes de diversos segmentos, como automotivo, agrícola, solar, máquinas e equipamentos; e a Incotep – Sistemas de Ancoragem, com soluções voltadas para geotecnia.
Em termos de investimentos, a Açotubo projeta para este ano, aproximadamente, R$ 30 milhões, voltados à atualização da frota de caminhões e a novas tecnologias operacionais ligadas à produtividade e ao ganho de eficiência, como automação de equipamentos e de sistemas de armazenagem para dar ainda mais agilidade ao processo de distribuição de materiais, além da atualização de nosso ERP.
Além disso, estão previstas, e já sendo realizadas, promoções de colaboradores a cargos de gerência e diretoria. Todas essas ações são apenas uma parte da preparação para seguir registrando resultados positivos e crescimento sustentável não apenas em 2026, mas também nos próximos anos, reforçando a história que vem sendo escrita há 52 anos.
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